sábado, 17 de outubro de 2015

LISBOA - HIPPOTRIP



LISBOA



HIPPOTrip 



 Uma Viagem Interessante


Como partilha é prazer, aqui fica a minha vivência para todos aqueles que, por uma ou outra razão, não consigam fazer a Viagem de HIPPOTrip da nossa tão bela cidade de Lisboa.


Partindo do Cais de Alcântara, recreando as viaturas anfíbias clássicas... 

                           


um dos bem curiosos anfíbios LOLA, CHICO e ao que parece, já com alguma descendência, começam por nos levar por terra, bem "atados" pelo cinto de segurança, até ao Cais do Sodré, explicando a sua Guia Turística (no nosso caso a Ana Ramos) a origem dos mais variados locais por onde passamos.


Seguiu depois pela Rua do Arsenal, Largo do Município, Praça do Comércio, Ruas da Prata e da Bitesga, Praça da Figueira, Rossio, Restauradores, 

       




                              

...Marquês de Pombal, Rato, Estrela, Assembleia da República e,
                  



...descendo depois a Avenida D. Carlos I, reconduziu-nos pela Avenida 24 de Julho até Belém, passando pelo Palácio da Presidência da República, Jerónimos,

... e Centro Cultural de Belém,


...já então à Doca de Belém, continuando ainda por ali a nossa a guia Ana, a cada instante, a contar as suas estórias de encantar, agora sobre a Fundação Champalimaud, a Torre de Belém e o Hidrovião de Gago Coutinho e Sacadura Cabral. 


Depois, a LOLA entrou de mansinho, mas com muito respingo, nas tranquilas águas do nosso Tejo, àquela hora quase resplandescendo como as escamas das sardinhas ao Sol.


Parecendo que se havia feito um pequeno percurso em terra, ele não foi nada pequeno, pois que a nossa guia Ana durante todo o tempo nos foi dando tais explicações históricas, acompanhadas das mais variadas lendas que se contam da nossa Lisboa, que mesmo os mais cultos não conseguiram passar, sem aprender mais alguma coisinha. Parabéns Ana pelo seu profissionalismo. Claro que a condução do Pedro ajudou, quer em terra, quer na água do Tejo, onde entrámos de um modo tão profissional, que não assustou ninguém.

A LOLA, já bem aconchegada nas águas do rio, virou então ao Padrão dos Descobrimentos, cuja visão encanta o observador, seja qual for o ângulo pelo qual esteja a ser observado.



































Um pouco adiante, já quase a chegar à Ponte 25 de Abril e ao Cristo Rei, após o registo de um lindo enquadramento do CHICO que também por ali navegava, 

...a LOLA inverteu a marcha e rumou agora de proa virada ao Sol, a caminho de outras belas vistas da zona ribeirinha da cidade.

Foi então tempo de apreciar a nossa linda Torre de Belém, dos mais variados ângulos desde o rio, 





de ver também como os arquitectos da já célebre Fundação Champalimaud a conseguiram integrar tão harmoniosamente na margem Norte do Tejo, de tal modo que mais parece um grande navio ali ancorado!


Fomos ainda um pouco mais além, para ver a zona ribeirinha onde se está preparando o Campeonato Mundial de Vela deste ano, avistando também o Restaurante Mexicano ali quase ao lado.


Foi então tempo, já o Sol se ia aproximando do ocaso, de regressarmos ao ponto de partida desta tão interessante Viagem no HIPPOTrip: a Doca de Alcântara. 

Como nos dias que correm, se não pode perder tempo, aproveitámos ainda para tirar mais umas fotos entremeadas com um são convívio com o belo Grupo da Academia Sénior da Junta de Freguesia de Carnide, em cuja actividade tenho o maior prazer em participar.

Assim, foi só depois de uma paragem técnica e de comer um geladinho, que o Grupo que havia sido fotografado minutos antes para deixar registo para a posteridade, começou a dispersar. Alguns de nós aproveitámos ainda para apreciar o Passadiço Subterrâneo de Alcântara que, 














com as suas artísticas decorações, nos enfeitou brilhantemente o caminho para o eléctrico que tomámos de seguida já a caminho de Carnide e de casa. Que bela tarde havíamos todo passado.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015




SINTRA

Palácio e Jardins de MONSERRATE


Visitei recentemente os Jardins de Monserrate, em Sintra, tendo já visitado o seu Palácio pela enésima vez com os mais variados visitantes estrangeiros. Considero ser agora o momento para falar deste Paraíso à nossa Porta, primeiro com um pouco da sua história e, só depois, com a minha visão deste recanto paradisíaco de Sintra.
                                    

Detentor de uma história que remonta a data longínqua, consta que este Parque teve origem na Quinta da Bela Vista recreada a partir de uma Capela ali erigida na Reconquista Cristã, em honra de Nossa Senhora de Monserrate. Terá passado depois de mão em mão até que o terramoto de 1755 lhe causou sérios danos, os quais se foram agravando até quase ao final do século XVIII.



Tendo os seus proprietários de então, de partir para Goa, arrendaram a propriedade ao inglês Gerard Devisme que, graças ao facto do Marquês de Pombal lhe ter concedido o monopólio do comércio do célebre Pau-Brasil, ficou tão rico que mandou construir em Monserrate um Palacete Neo-gótico para sua residência.



Tendo depois que regressar ao seu país, Devisme sub-alugou-o em 1794 ao seu conterrâneo William Beckford, que não só melhorou a propriedade, como iniciou a construção do seu jardim romântico, integrando nele as ruínas da primitiva Capela.


Integrou nele também um Cromeleque (monumento pétreo pré-histórico, associado ao culto dos Astros e da Natureza) e uma Cascata natural ali existente.
                                     
Com o regresso de Beckford a Inglaterra, primeiro provisoriamente (1796) e depois definitivamente (1999), Monserrate continuou a mudar de rendeiro entrando num estado de declínio que, mesmo assim, inspirou o poeta Lord Byron quando o visitou, a defini-la como

…o primeiro e mais lindo lugar deste reino… 



e a escrever o seu célebre poema Childe Harold’s Pilgrimage (cantos XII e XIII).



Finalmente em 1856 a propriedade foi vendida ao inglês Francis Cook, que reconstruiu o Palacete já então no estilo neo-mourisco que tem hoje,

                             

...ao mesmo tempo que criou um notável jardim paisagístico inspirado pelo Romantismo Inglês.
                                    
Tendo-se ele casado com a filha de Robert Lucas, este contratou o arquitecto inglês James T. Knowles que, por sua vez transformou todo o conjunto no exemplo ímpar do Revivalismo e Ecletismo de Oitocentos, que nos inebria actualmente os sentidos.
 

                                                               


Entretanto, o seu actual Jardim Exótico, ficou a dever-se, primeiro ao inglês Burt e depois ao seu conterrâneo Water Oates que, em 1929 o terá descrito assim: 



"O Parque de Monserrate, aconchegado a meia altura da Serra de Sintra, no pendor que se desdobra para os lados do mar, não tem a vastidão majestosa do Parque da Pena, com o qual pretenderia rivalizar. Mas o chão fértil, as águas finas e a vizinhança das neblinas marítimas, favorecem de tal maneira a vegetação escolhida pelo plantador, que a impressão dominante é a de um jardim encantado onde se ocultam coisas raras".
                                  



Em 1946, Cook antes de regressar ao seu país, tentou vender a propriedade ao Estado Português que, como habitualmente, não decidindo a compra em tempo útil permitiu a sua venda a Saul Saragga que, também como habitualmente, a tentou vender em lotes. Não o tendo conseguido fazer, vendeu em leilão todo o belo conteúdo do Palácio. Por tal razão, quando o Estado Português acabou por adquirir a propriedade, em 1949, já o fez com todos os seus bens delapidados.

                                 

Foi já na segunda metade do século XIX que foi construído o impressionante relvado de Monserrate, o primeiro do país a ter um sistema de rega tal que lhe permite manter-se verde todo o ano.



Passemos agora ao nosso périplo pelo Monserrate dos nossos dias, começando a visita pela sua entrada, seguindo depois o Caminho Perfumado 

                             



...para chegar ao Palácio cujos motivos vegetalistas delicadamente rendilhados prolongam harmoniosamente o exotismo do seu jardim oriental.


                                 





Avancemos no se extraordinário corredor muito recentemente restaurado...




...até chegarmos às Salas ainda vazias mas já também em fase final de restauração.

                                     

                                     

Encaminhemo-nos depois para a área central do Palácio,




...com a sua impressionante cúpula ricamente decorada.



Continuemos agora por aquele rquintado corredor central,



...até chegarmos à base do último torreão do Palácio, cuja cúpula encanta qualquer mortal com o pormenor da sua decoração vegetalista. 







                                

É então tempo de sair pela porta dos Jardins, que já se vislumbram indubitavelmente belos, do interior das janelas do Palácio. 

                                 

Se o interior do Palácio é lindo, o seu exterior não lhe fica atrás, como se observa de imediato na fachada virada aos jardins... 


...e ao relvado a perder de vista.


Também impressionante é o velho Metrosideros Excelsa (Pōhutukawa tree) que surpreende o visitante mesmo ao lado desta fachada do Palácio, quer pela sua raridade e dimensões, 




...quer pelas excrescências fibrosas a que dá origem.
                               
Estas últimas permitem enquadramentos assaz curiosos da soberba fachada do Palácio.

                                 

Contornando de seguida o Palácio pela direita, através da sua tão delicada colunata árabe, 



...podem apreciar-se belas vistas do relvado e,
                                  

...rapidamente voltamos à fachada fronteiriça do Palácio ricamente decorada com os mais variados motivos árabes, que incluem também mosaicos típicos daquela cultura.

                                  

Retomando o Caminho Perfumado, que prolonga o acesso da Entrada no Parque até à Entrada do Palácio...




...pode passar-se pelo Arco Indiano,


...pela Casa de Pedra ...


...pelo Cromeleque (antigo monumento religioso)...


e pela Cafetaria.
                                

Junto a esta já está indicada a saída... 

...em direcção aos Jardins que também podem ter início logo na Entrada do Parque, à esquerda. Ali, podem então seguir-se facilmente os indicadores de sentido, que estão bem visíveis e são muito fáceis de seguir,



Eles levam o Visitante, sucessivamente à Cascata,

...ao Vale dos Fetos


e aos Lagos Ornamentais.


Bem neste caminho descendente, encontramos as ruínas da antiga Capela, ali reconstituídas artisticamente.
                                      

Já na base do caminho espera o Visitante, rico em cactos e piteiras, o Jardim do México.
É então chegado o momento de inverter a marcha, subindo para o Roseiral...
                                       

...que num ápice nos conduz ao extenso Relvado de Monserrate bem na base do Palácio.


Se entretanto o Leitor, chegar à conclusão que todo este périplo já é demasiado cansativo para si, o Visitante tem desde início, e logo à Entrada do Parque de Monserrate, uns lindos carrinhos que, confortavelmente, os podem levar a percorrer este belo Parque, quase que sem despender qualquer esforço físico.


Assim, não poderá dizer que não pode visitar este Paraíso à nossa porta. Basta apenas escolher a modalidade que lhe for mais conveniente. Por favor não perca, pois VALE MESMO A PENA.



Por mim, passei o dia do meu Aniversário encantada a percorrê-lo com a maior tranquilidade possível. Obrigada marido pela excelente companhia e pela paciência.





Aqui fica a sugestão e até sempre.